LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

Pesquisar

26 de dezembro de 2005

NATAL MORNO


Meu 28º natal passou bem, sem estresse nenhum. Mas uma ponta de tristeza se encravou em meu coração como um anzol por que, acima de tudo, eu passei esse natal de uma forma semelhante à que um ateu passaria.

Eu pensei em Jesus na noite de natal, durante a ceia e tudo o mais. Mas não de uma forma profunda, nem reflexiva. O que pude constatar é que eu continuo ficando cada vez pior, cada vez menos interessado, cada vez mais distante. Tenho me sentido cada vez mais perto de quem eu era até mais ou menos setembro de 2000, ou seja, cada vez mais perto do que eu era antes da minha conversão... se é que ela de fato ocorreu, por que conversão ocorre e não some, ela vem e fica.

Foi um natal do qual tive medo ao mesmo tempo em que senti saudades e alívio. Foi um natal sem a profundidade que deveria ter tido. Foi um natal superficial. Estou sentindo-me dividido quanto ao que quero e quanto ao que preciso. É como se eu fosse explodir ou me rasgar ao meio.

Em minha vida quis ser e fazer tantas coisas! As que desejei não fui capaz de fazer. As que eu deveria desejar eu ignorei e o que me restou foi o que eu não queria e o que eu não deveria querer.

Um dia a carne que recobre os meus ossos vai apodrecer. O sangue em minhas veias se coagulará, e tudo o que julgo ser vai desaparecer. Mas quem eu sou... para onde irá? Para o lado de Jesus ou para o lado de Lúcifer? Meu coração é a chave para este destino... mas qual destino se há horas em que nem eu sei o que de fato me importa?

5 de dezembro de 2005

NÃO SEI VIVER


Nunca fui feliz com quem sou. Queria não ser eu mesmo, mas sim ser outra pessoa vivendo a minha vida por mim. Eu não espero mais nada de alguém como eu. Eu, definitivamente, não presto, e cada vez mais me surpreendo sendo uma pessoa muito mais ruim do que eu supunha. Não tenho coragem de dizer o que eu queria para mim mesmo neste momento, mas você pode imaginar se me conhece bem...

Sou uma daquelas pessoas que deveriam ser eremitas, viver isolado e assim não machucar mais ninguém. Eu devia me distanciar de tudo e todos, e amargar com a minha própria companhia toda a infelicidade que sou capaz de destilar. Eu sou aquele que não sabe viver... e que nunca saberá.

28 de novembro de 2005

PRISIONEIRO


Quem sou eu, afinal? Crente? Evangélico? Desgraçado (no sentido de estar fora da graça de Deus)? Falso? Impuro? Indigno (de Deus)?

Eu não tenho conseguido me definir, mesmo que eu nunca tenha gostado de rótulos. Eu não tenho ido à igreja, e mesmo compreendendo que isso não significa nada, eu considero como um termômetro para a minha temperatura espiritual. Eu não tenho ido à igreja por que eu não tenho estado bem... bem no sentido de buscar ao Senhor, no sentido de desejar um relacionamento com Jesus e de me comprometer com o meu real e único objetivo neste mundo, que é fazer a vontade de Deus.

Eu sei, mas não faço... ao contrário, busco o que minha assim chamada carne (traduzindo: meu ego) deseja. Perco-me em buscas inúteis de satisfação escassa. Eu cuido da minha própria vida... e isso é o maior erro para alguém que almeja ser um crente. Deus cuida da vida de um crente real, e este por sua vez cuida apenas de realizar a vontade de Deus!

Que fraco sou eu, que busco o que me interessa e deixo de lado as coisas do Senhor! Que omensa falta de fé! Ai de mim, que não tenho dado o meu coração ao Senhor! Ai de mim, que teme e não age, que teme e não luta, que teme e não reage! Ai de mim, Senhor... que pede perdão e, como se não houvesse de fato arrependimento, não converte os seus maus caminhos, suas falhas tão evidentes e seus vícios de comportamento. Ai de mim, Pai, pois pela timidez que tu mesmo já condenou, deixou de fazer e falar o pouco que entendeu ser correto para Ti.

Quem sou eu, se não um pecador que, em pânico, pensava que estava seguro em sua salvação mas, diante de sua própria má conduta, se pergunta aonde está a sua conversão?

O que quero é me livrar de mim mesmo. Liberta-me da prisão do meu querer, Senhor Jesus... liberta-me de minhas paixões, de meus desejos e das minhas vãs e maléficas vontades. Muda-me e restaura-me para a tua glória, para que eu busque apenas o teu querer e para que eu trabalhe apenas na tua obra.

16 de novembro de 2005

DESCONFORTO


As agonias vêm e vão, como ondas de calor em uma estação não definida. Todas as minhas sinas se esvaem na misericórdia do Senhor, que por mim nutre um amor que eu simplesmente não posso mensurar.

Sou uma pessoa que peca, que se esquece do amor para com os outros, que se afunda em suas próprias ilusões de problemas e se entrega de forma fácil à morte. Sou uma pessoa, em muitos momentos, vã e traidora de si mesma.

Sou uma pessoa que se esquece do Senhor e se amolece diante de tão fatal situação. Sou uma pessoa que se envergonha de sua situação mas que nada faz para mudar. Sou uma pessoa sem atitude, no momento inapropriada para o que fui criado e fraco naquilo em que deveria ser forte.

Eu faço Deus triste com meus atos e feliz com minha confissão. Temo ao Senhor mais do que a tudo, no sentido de que sei o que ocorre com quem não segue a sua palavra. Temo à Deus pois sei no que tenho falhado, e por que meu coração parece me enganar.

Assim como todos neste mundo, eu reconheço que dependo total e exclusivamente da tua graça, Senhor. Dependo do teu perdão e da salvação de Jesus para me manter vivo não só aqui, mas também vivo eternamente no teu reino, que as vezes imagino como tendo uma paisagem como a da imagem acima, mesmo sabendo que será, na verdade, imensamente mais belo do que eu possa imaginar.

Eu não quero só pedir perdão, Pai. Eu não quero só me arrepender de meus erros no sentido de me sentir mal com aquilo. Eu quero me arrepender no sentido de mudar minhas atitudes, e de me entregar de vez à Ti e de sentir a tua mão de fato guiando tudo o que eu sinto, penso, falo e realizo.

Me dê forças, Senhor! Me dê forças para perdê-las e assim que eu não mais resista ao teu querer.

3 de novembro de 2005

ANSIEDADE



Eu bati tanto no saco de pancadas que, mesmo com luvas, esfolei a mão...

Me sinto como este quadro, que tanto me intrigava e hoje compreendo se não em sua plenitude, ao menos em seu sentido e significado à mim revelados.

As vezes a vida parece querer nos por de joelhos, nos subjugar, nos mostrar o quão desgraçados nós somos. As vezes as pessoas à nossa volta sofrem sem que possamos fazer nada e, acredite, sem que muitas vezes nós queiramos enfim fazer alguma coisa a respeito, por que nós mesmos estamos vivendo nossos dramas pessoais e nossas lutas singulares.

A vida se ocupa em calejar a minha alma. Estou com vontade de vomitar tamanha é a minha ansiedade. Ansiedade para que tudo se resolva, para que tudo se defina, para que eu possa ser liberto deste medo e dessa dor de ver tudo se deteriorar e todos sofrerem um pouco mais a cada dia, sem que eu possa ou não queira fazer nada a respeito.

Eu vejo um mundo de caos em que eu não quero viver. E vejo a mim mesmo como parte desse caos que tanto me incomoda e tanto me aflige. Por Deus!!! Me livra da minha fraqueza e me salva de mim mesmo, meu Jesus...

Vi dois filmes este final de semana, "DONNIE DARKO" e "PI", dois filmes meio antigos, do final dos anos 90. Recomendo muito a ambos, mas o que mais falou à mim foi "PI".

30 de outubro de 2005

SACO DE PANCADAS


Já tenho onde descarregar meus ódios e frustrações em minha própria casa. Quem sabe eu não começo a perder uns quilos de novo?

21 de outubro de 2005

PÓS-MORTE

Não sei por que, mas nestes dias eu tenho pensado muito em morte, e mais precisamente, na minha morte.

Hoje de manhã, vindo para o trabalho, vi bem de perto um gato que havia sido atropelado não fazia muito tempo. O sangue ainda não havia coagulado e escorria pelo asfalto, e ele havia defecado acho que devido ao processo da morte (minha outra cachorra, quando morreu, também defecou, acho que quanto se morre, a gente perde o controle de tudo).

Não foi uma cena muito bonita de se ver, mas reforçou este pensamento, que não é nada mórbido. Não estou me sentindo mal no momento, nem estou deprimido. Apenas o assunto tem ocupado a minha mente com certa freqüência, não sei se devido ao novo seguro de vida que eu fiz. De qualquer forma, é a única certeza que temos na vida, então é natural pensar nisso as vezes.

Não penso em morrer, nem como morrerei. Queria morrer dormindo ou sem sentir absolutamente nada, sem ter que ficar entrevado em uma cama de hospital sofrendo e dando trabalho pros outros, ou sem ter que depender de medicação cara ou tratamentos desconfortáveis. Mas sei que isso não está nas minhas mãos, mas sim nas do Senhor. Nele confio isso e tudo o mais, mesmo sendo um pecador como sou (mas isso é outra história).

Na verdade o que estava me preocupando era o após.

Eu quero que doem os meus orgãos (se ainda tiver algo de bom pra doar) e o resto eu desejo que seja cremado. Não gosto da idéia de ter o meu corpo enterrado sob metros de terra sendo comido pelos vermes pouco a pouco, mesmo sabendo que aquilo não sou mais eu, mas sim uma mera casca vazia. Além do mais meu novo seguro de vida cobre despesas funerárias até 3 mil reais, o que é preço médio de uma cremação.

Eu não quero velório também. A idéia de que alguém vai ter que passa a noite ao meu lado me deixa triste. Passei a vida inteira tentando não dar trabalho para as outras pessoas, e não seria na morte que eu iria mudar. Sei que algumas pessoas, pela tristeza, não conseguiriam dormir, mas não queria ninguém ao lado do meu antigo corpo, acho isso bizarro e desnecessário, e além do mais, aquele pedaço de carne morta não será mais eu. Se querem me velar, que me velem em suas memórias, por que é lá que eu poderei ser velado e não em uma sala fria e desconfortável. Que fiquem em casa bebendo em minha homenagem, acho isso muito mais bacana.

Já no funeral em si, eu queria que as pessoas se sentissem felizes. Sei que nós crentes temos enterros mais pra cima, por que sabemos que a morte não é o fim de nada, apenas o começo, e que estamos indo DESSA pra uma MELHOR (e não pra uma pior). Então, queria as pessoas menos tristes. Tipo, sei lá, um funeral animado, com cânticos bonitos e pra cima, e se possível, DJ e pista de dança. Nada deprê! Até penso em escrever previamente algo para as pessoas neste momento. Uma piada ou algo engraçado... vi um filme uma vez que o cara gravou previamente uma mensagem para as pessoas que foram em seu enterro. Ele estava ali morto, mas no vídeo ele contou piadas e coisas engraçadas e pra cima, e todos riram a beça enquanto choravam. É mais ou menos isso o que eu quero... chorem por mim, mas não fiquem muito tristes.

Por fim, após a cremação, gostaria que jogassem os meus restos mortais no mar em Ilhabela. Eu gostaria muito de saber que o meu pó encontraria seu repouso final naquelas águas... assim, as pessoas que me levassem até lá poderiam aproveitar a praia e relaxar, desencanando um pouco mais da minha partida.

E assim, todas as vezes que vissem um por de sol em Ilhabela, estas pessoas se lembrariam de Deus... e de mim também.

11 de outubro de 2005

MAIS BANDAS FAVORITAS

O Guns dos anos 80/90 (formação "quase" original), mesmo idiotas faziam um baita som. Eu gostava e ainda gosto... vai me dizer que você não assobia "Patiance" quando a ouve ou que consegue não gostar de "Paradise City"...



Arroz de festa, né? O Legião também foi demais, pena que alguém da banda sempre tem que morrer... a AIDS levou o Renato Russo, que na minha opinião colocou o Cazuza no chinelo em termos artísticos.



O Metallica até o Black Album valia a pena, mas a formação original com o mago Cliff Burtom no baixo e o Dave Mustaine nas guitarras era matador! HIT THE LIGHTS!!!



O Queem é considerado o maior grupo de música do Reino Unido desde os Beatles (que me perdoem os Rollings Stones, mas eles são ridículos). Sem comentários... mais novamente, alguém sempre tem que morrer... mais um virtuoso que a AIDS levou embora...



RAMONES: simplesmente A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS, seguida por Nirvana e The Smiths. Que Beatles o que... felizmente a banda tinha moral e bom senso e se desfez antes dos membros começarem a morrer. Joe e Jonny, você deixam saudades nestes dias de desgraça para a música mundial, com o mercado domindo por lixo comercial... HEY HO! LET´S GO!



Não adianta falar: depois da saída do Max o Seultura perdeu muita força. O Derick manda bem na voz gutural também, mas o Max era insubstituível... maldita briga!!! Eu curtia e curto muito ainda o som antigo deles. Depois do ROOTS eu até escuto, mas não é a mesma coisa...



Sublime... tinha potencial para ser até hoje uma das maiores bandas do mundo, mas a maldita heroína tinha que levar o Bradley Nowell embora...

5 de outubro de 2005

ESCREVER PARA NÃO MORRER


Não se parece comigo?

4 de outubro de 2005

MODISMO IRRITANTE

Estou cansado desta onda que existe atualmente de "livros infantis". Parece que depois do sucesso de Harry Potter e dos filmes de "O Senhor dos Anéis", viu-se que existe um enorme mercado consumidor de livros entre os baixinhos, e uma corrida maluca em busca destes pequenos leitores teve início.

Se já não bastasse a Madonna (!) escrever livros infantis, agora "Sir" Paul McCartney também lança o seu. Engraçado dizer que estava trabalhando nele a 10 anos... é realmente muito conveniente lança-lo justamente agora que o mercado está nessa febre incrível de livros infantis.

Não acho errado isso. A leitura é algo importante para as crianças, e a defendo muito. Mas o que me deixa chateado de verdade é que isso tudo me parece apenas oportunismo, apenas vontade de fazer dinheiro em cima das crianças. São poucos os materiais de qualidade neste nicho.

Quer dizer... uma Madonna da vida pode investir milhões de dólares no desenvolvimento de um projeto gráfico maravilhoso, com ilustrações deslumbrantes e vender que nem água mesmo escrevendo uma história medíocre (não sei se é, estou apenas dando um exemplo hipotético), enquanto que um autor de qualidade amarga vendas pequenas tendo uma história bem melhor mas com um acabamento inferior. Ou seja, o que se tem vendido por ai não necessariamente é de qualidade (a maioria não é). É apenas um meio de se ganhar dinheiro.

Eu mesmo estava tentando escrever uma história nestes moldes. Pensei, no topo de minha ignorância, que poderia escrever algo bacana neste estilo que a alguns anos tem se mostrado muito popular. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que a história que eu tinha desenvolvido até boas 40 páginas (e gasto no mínimo uns 4 meses de desenvolvimento) era muito semelhante a uma história de 1978 da qual eu nunca havia ouvido falar (e só fiquei sabendo disso por que li uma matéria sobre uma briga entre a Disney e outro estúdio para decidir quem vai comprar os direitos de filmagem do mesmo).

Não é rancor meu. É apenas uma observação de que existe mais do que mera inspiração artística nessa "moda". Muita gente tem ganho muito dinheiro com isso tudo...

Já quanto a mim, estou com vontade de voltar a aquilo que eu mais gosto. Não faço segredo a ninguém de que estou trabalhando em 2 livros a alguns anos. Um deles é o dessa história infantil da qual estou abdicando agora. A outra... bem, é de um gênero não muito popular no Brasil, mas é um gênero pelo qual sou apaixonado, que é a Ficção Científica. Preciso agora voltar a me dedicar a esta história, se minha tendinite não me impedir. Nesse sim acho que posso apostar as minhas fichas e investir meu tempo e mente para desenvolvê-lo.

28 de setembro de 2005

COMPRA DE APARTAMENTO II


Na ultima segunda-feira dei a entrada da compra do apartamento que eu havia comentado antes. Como eu sempre escrevo a respeito de momentos importantes da minha vida neste blog, isso não poderia passar em branco.

Uma mistura de medo e alegria se encontram em meu coração. Medo de que algo dê errado (desde ser passado para trás na compra até mesmo medo de ficar desempregado novamente e não ter como pagar por ele). E alegria por que vou realizar um sonho muito antigo de ter uma casa minha, e com isso, poder enfim me casar.

Se coloquei isso nas mãos do Senhor? Sim... só que me deixa triste perceber que eu não mereço isso dEle. Já faz tempo que estou passando por um momento em que considero-me falho demais para com Deus. Não que eu não fosse falho antes, mas agora tenho a impressão de que estou displicente demais para com meu Senhor.

Não me sinto no direito de pedir algo como sustento nesta situação do apartamento para Deus. Mas mesmo assim peço... e arrisco em dizer que isso, mesmo que seja interesse meu (e se for, peço perdão ao pai), é louvor e glorificação ao Pai: pois reconheço que sem a intervenção dEle isso não seria possível por minhas próprias forças.

O mesmo ocorreu com tudo em minha vida. Foi assim com meu atual emprego e com minha noiva: se não fosse intervenção, misericórdia e graça de Deus, eu (e você também) nada teria ou seria.

26 de setembro de 2005

I WILL COME TO YOU



Sem muito o que dizer, já que tudo continua na mesma. Abaixo, a letra de uma das músicas mais bonitas que eu já ouvi na minha vida, e que me deixa comn um nó na garganta toda vez que eu a escuto: imagino que seja Jesus cantando alguns trechos para mim, mesmo que não seja própriamente uma música gospel.


I WILL COME TO YOU
Hanson


(chorus)
When you have no light to guide you
And no one to walk beside you
I will come to you
Oh I will come to you
When the night is dark and stormy
You won't have to reach out for me
I will come to you
Oh I will come to you

Sometimes when all your dreams may have seen better days
When you don't know how or why, but you've lost your way
Have no fear when your tears are fallin'
I will hear your spirit callin'
And I swear I'll be there come what may

(Repeat Chorus)

'Cause even if we can't be together
We'll be friends now and forever
And I swear that I'll be there come what may
When the night is dark and stormy
You won't have to reach out for me
I will come to you
Oh I will come to you
We all need somebody we can turn to
Someone who'll always understand
So if you feel that your soul is dyin'
And you need the strength to keep tryin'
I'll reach out and take your hand

(Repeat Chorus)

18 de setembro de 2005

DISPERSO


O tempo passa, e o que ocorre é que vou percebendo que tudo continua a mesma coisa. As pessoas são as mesmas, e as reações são iguais. Eu nunca vou mudar por que isso faz parte de mim, e nem as pessoas vão mudar. E esta situação vai continuar, aonde é que eu esteja, seja com quem for. Velhas fórmulas se mostram máximas, e cada vez mais percebo que o novo nada mais é do que uma releitura do velho.

Pessoas machucam pessoas, e isso faz parte da vida em qualquer meio social. Incompreensão, rejeição... eu respeito a todos os que passam por isso por que sofro do mesmo destino.

O tempo passa e continuo sendo rejeitado... continuo sendo deixado de lado pelos grupos. Já tenho que me dar por feliz por ter encontrado a Cris. Mas me sinto miseravelmente triste em ver que sou rejeitado por aqueles de quem gostaria de ser amigo, de ser irmão. Sei que muito provavelmente minha maneira reservada e tímida causa isso... mas eu não posso mudar. Faz parte de quem sou... prosseguir sem que os outros me aceitem e me recebam como seu sou.

Heaven Knows I'm Miserable Now
The Smiths

I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

Two lovers entwined pass me by
And heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
In my life
Oh, why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been in the house too long" she said
And I (naturally) fled
In my life
Why do I smile
At people who I'd much rather kick in the eye ?

I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
"You've been in the house too long" she said
And I (naturally) fled
In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die ?

15 de setembro de 2005

BANDAS

Estava pensando que minhas 3 bandas preferidas não mais existem... que pena:



12 de setembro de 2005

COMPRA DE APARTAMENTO

Surgiu neste final de semana uma oportunidade muito boa de adquirir um apartamento. Todos os valores são bem razoáveis. Para a entrada eu terei que fazer um empréstimo bancário, mas mesmo assim parece valer a pena. A maior parte das pessoas com quem eu falei a respeito disseram que seria um bom negócio. É em uma localização razoável também.

Existe, é claro, o medo. Um medo que carrego comigo a muito tempo. Desde aquela vez que eu perdi o meu emprego em Americana quando estava prestes a começar a comprar as coisas para casar. Naquela ocasião fiquei 2 anos ¿na pindaíba¿, só conseguindo arrumar estágios que mal me permitiam pagar a faculdade (muitas vezes nem isso).

Sim, tenho medo de que algo do tipo aconteça novamente. De que aconteça alguma coisa e eu não tenha como honrar as parcelas que terei que fazer para adquirir o imóvel, e que eu fique em uma situação difícil com minha mulher (por que sozinho a gente até aguenta, mas casado as coisas complicam). Mas eu terei que vencer este medo. É uma conquista que vai por fim permitir que eu me case e tenho que lutar por isso.

O que eu peço a Deus é só uma coisa: que se for para eu comprar este apartamento, se for da vontade dEle que eu compre isso para mim e para a Cris, que então Ele permita que dê tudo certo, que Ele continue a me sustentar como já vem sustentando a tanto tempo, tanto na área material quanto na espiritual.

Se for para eu comprar e quebrar a cara, eu peço que ele me poupe disso tudo. Mas acima disso, peço que a vontade dEle seja feita neste negócio, assim como foi feita neste meu emprego atual, o qual eu consegui conquistar só pela misericórdia dEle. Nada ocorre por acaso ou por mera capacidade própria: Deus age de tal forma que tudo o que ocorre conosco é de alguma forma feito para o nosso bem.

Sei que não tenho nenhuma moral de pedir algo à Deus, mesmo por que eu não tenho sido fiel à Ele, não tenho tido o relacionamento que eu sei que ele quer que eu tenha com Ele. Eu também quero ter uma comunhão plena com o Pai... mesmo que eu não esteja agindo assim nos últimos tempos. Peço perdão a Ele por isso e pelo fato de pedir a Ele que me ajude neste instante, por que assim fica parecendo que eu sou um aproveitador que só se volta para Deus nos momentos de dificuldade, em busca de ajuda. Sinceramente, espero que eu não seja este tipo de pessoa.

Mas a verdade é que mesmo que eu tivesse um relacionamento bom com o Pai, eu ainda assim não seria merecedor de sua ajuda. Não existe ninguém realmente bom para isso no mundo. Se ele nos ajuda, é por amor de Seu nome e por sua misericórdia, graça e amor para conosco, meros pecadores.

Se eu tiver um relacionamento bom com Deus e procurar agradá-lo, isso não deve ser feito de forma interesseira, como se eu estivesse buscando barganhar com o Senhor. A comunhão e santidade devem ser buscadas tanto na hora boa quanto na hora ruim, sem buscar nada em troca: ela deve existir como conseqüências de nosso amor para Deus e não com fins de obter-se vantagens com isso.

Assim sendo meu Senhor, é isso o que este mero pecador lhe pede em nome de Jesus: misericórdia. Não só diante deste desafio do apartamento, que confio e entrego o destino em suas mãos. Mas também, e principalmente, o meu caminhar ao teu lado, Pai.

9 de setembro de 2005

PARANDO


As vezes é preciso parar.

Nos dias de hoje, parar é sinônimo de preguiça, de descaso ou de incapacidade. Mas parar, na verdade, é natural, inteligente e genuíno. Não pelo simples ato de parar, mas sim pelo saber quando e por que parar.

Tudo sob este mundo tem seus motivos , e todo motivo tem sua raíz. Se parei, foi porque algo dentro de mim me guiou a isso. Algo que já tentava me fazer parar há muito tempo e eu, cego pela normalidade que de mim se esperava, não admitia.

De hoje em diante quero levar a vida em contemplação. Não uma contemplação atônita e distante, mas sim uma contemplação interativa e dinâmica. Não quero mais enxergar na vida atribuições além daquelas que Deus definiu. Quero entender a vida, e vivê-la de tal forma que eu não contrarie a sua simplicidade natural.

A vida é difícil, para uns mais e para outros menos. Os que se sentem isolados em seus problemas não imaginam muitas vezes que não estão sós em sua angústia. O ser humano se entregou à sua limitada visão da realidade, e se tornou escravo de seu modo de vida assassino. Bebemos um pouco de veneno todos os dias, conscientes da morte que ele trás, mas satisfeitos com as alucinações que ele nos provoca. Vivemos em meditação.

Quero parar. Parar comigo mesmo e com tudo o que tenho feito. Observar de perto o que sou e o que eu deveria ser, para só então retomar a minha vida, guiando-a de acordo com o que eu descobrir neste mergulho, sendo orientado pelo farol chamado Cristo. Não quero ser "normal", quero assumir o que sou: filho de Deus.

Quero parar de viver portanto como a maioria vive: em meditação. Quero começar a viver em plena contemplação.

Hugo de S. Vitor, um dos principais teólogos cristãos, afirmava que haviam 3 operações básicas e hierárquicas da alma racional. A primeira ele denominou de PENSAMENTO. A segunda, de MEDITAÇÃO, e a terceira, de CONTEMPLAÇÃO.

Segundo ele, o pensamento, que todos nós desempenhamos, é "quando a mente é tocada transitoriamente pela noção das coisas, ao se apresentar a própria coisa, pela sua imagem, subitamente à alma, seja entrando pelo sentido, seja surgindo na memória."

Já a meditação, que é baseada no pensamento, ele classifica como "um assíduo e sagaz reconduzir do pensamento, esforçando-se para explicar algo obscuro, ou procurando penetrar no que ainda nos é oculto."

Mas sobre a contemplação, que ele julgava acima da meditação mas ainda sim baseada nela, ele definia como "uma visão livre e perspicaz da alma de coisas que existem em si de modo amplamente disperso. Entre a meditação e a contemplação o que parece relevante é que a meditação é sempre de coisas ocultas à nossa inteligência; a contemplação, porém, é de coisas que, segundo a nossa capacidade, são manifestas; e que a meditação sempre se ocupa em buscar alguma coisa única, enquanto que a contemplação se estende à compreensão de muitas, ou também de todas as coisas.

A meditação é, portanto, um certo vagar curioso da mente, um investigar sagaz do obscuro, um desatar o que é intrincado. A contemplação é aquela vivacidade da inteligência a qual, já possuindo todas as coisas, as abarca em uma visão plenamente manifesta, e isto de tal maneira que aquilo que a meditação busca, a contemplação possui".

Contemplar, para mim, é entender que tudo tem seu motivo, que todas as coisas ocorrem por uma razão, e aceitar de muito bom grado que Deus é a raíz da existência e que todos os mistérios e problemas se resolvem em Jesus. Viver em contemplação então, para mim, é viver sob o amor de Deus, cumprindo o seu plano por amor a Ele, e não mais reclamando e meditando sobre minhas pequenas e insignificantes tragédias. Tudo tem sua solução no Senhor... inclusive as minhas inúmeras falhas e pecados.

31 de agosto de 2005

FRACASSO



Sinto que esta é a palavra mais indicada para mim no momento, e sei o quanto isso é terrível de se ouvir de alguém que supostamente se diz crente no Senhor Jesus.

Estou engordando tudo o que perdi nos últimos meses por que não estou conseguindo mais manter o regime a um bom tempo, e para piorar parei de praticar kung-fu por causa do problema no meu pé. Ontem terminei o tratamento e ele não surtiu efeito algum. Por incrível que pareça o meu pé dói hoje tanto quanto estava doendo antes de eu fazer este tratamento... ou até mais.

Estou de saco cheio com tudo isso e isso me faz comer mais ainda (ansiedade). Meu pé dói e parece que fica inchado, e não estou com saco de voltar no médico. Perdi dias de trabalho pro causa disso, e se eu tiver que faltar mais ainda no trabalho por causa disso acho que terei problemas.

Para piorar, a maldita Unimed (que estou achando que é uma sucursal do inferno) está cobrando taxas adicionais para qualquer procedimento que o pessoal conveniado na minha empresa faça, e eu tenho que pagar R$14,00 por consulta, o que me faz pensar "do que adianta ter um plano médico, que eu pago mensalmente a toa, pelo visto". Se for para usar só pronto socorro eu pego um plano mais barato!

Como se já não bastasse o fato de eu odiar médicos, essa raça maldita!!! Nunca sabem o que está acontecendo comigo, sempre me diagnosticam errado, e NUNCA fazem as porcarias dos exames necessários (acham que raio-X pode revelar até o que está acontecendo na minha alma) por que parecem que ou são muito burros ou são muito mão de vaca a favor do plano de saúde. Um amigo me disse que eu deveria fazer um exame chamado "densitometria óssea" para ver este problema na minha perna (microfissuras) mas nenhum desses malditos médicos pediu isso. Pelo contrário, pedem raio-x. ESSA PORCARIA SÓ SERVE PARA VER FRATURAS, SEUS IDIOTAS!!! de tanto raio-x que me pedem vou acabar tendo cancêr... aliás, acho que é o que eles querem, afinal é o que da grana para eles...

O meu pé ta uma porcaria mesmo depois de mais de um mês de tratamento e de eu seguir criteriosamente todas as recomendações médicas! Essa porcaria vai apodrecer se eu depender de médicos, pelo visto. Aliás, acho que é isso o que eles querem, que gangrene para poderem amputar e ganhar uma graninha a mais.

Minha ultima tentativa é um médico vascular, para ver se o problema não é "no encanamento da perna". Se não for nada do tipo, eu desisto... e viverei com esta dor infernal que tem me deixado irritado a beça.

Agora eu continuo na mesma com esta dor, só que parei de treinar (para evitar que a possível inflamação diagnosticada pelo ultimo médico ficasse pior) e engordei. No geral, as coisas relativas a este problema pioraram e estou me sentindo novamente um pedacinho de nada. Queria achar um buraco e me enterrar...

24 de agosto de 2005

IMPRESTÁVEL

Imprestável hoje, para mim, é elogio. Sono pouco é bobagem, e muita gente está assim hoje. Será que é algum fenômeno coletivo? Não sei... mas fazia muito tempo que eu não me sentia assim tão acabado e molenga...

18 de agosto de 2005

DOR


Já faz 3 semanas que estou lutando mais ativamente contra uma dor que vem me acompanhando desde o início do ano. É uma dor no pé relativamente forte, que o fisiatra com quem estou fazendo tratamento diagnosticou como tendo origem em uma inflamação na área abaixo da panturrilha. Incomoda para andar. Tanto que nestas férias tomei a iniciativa de abandonar o Kung Fu, exporte que eu amo e pratico a mais de 5 anos.

Já estou caminhando para a 7ª sessão de fisioterapia (são dez ao todo, incluindo exercícios para a dor que sinto em alguns dedos das mãos). Estou tendo melhoras. Ainda sinto um pouco de dor, mas uma coisa que este médico me disse e eu concordo é que eu preciso dar tempo para que o meu corpo assimile a lesão e possa se curar. Por isso parei com o Kung Fu, mas por outro lado estou engordando novamente, pouco, mas estou.

Dietas a parte, o principal é deixar o corpo se recuperar para que eu possa fazer as atividades físicas que eu gosto mais adiante sem maiores problemas. E sinceramente não sei se vou voltar ao Kung Fu. Algo que tenha faixas para me comparar com outras pessoas, um ambiente competitivo demais... eu já estava desanimado com isso a tempos.

Quero voltar a jogar basquete, ou quem sabe, praticar outra modalidade esportiva. Algo que me dê vontade de praticar, algo que seja prazeroso. Algo que eu possa fazer com os amigos ou que eu possa fazer com desconhecidos dos quais eu possa me tornar amigo. Natação quem sabe... Jiu-Jitsu talvez (afinal é mais adequado ao meu porte físico do que o Kung Fu).

Estou fazendo inglês também. Comecei ha duas semanas atrás, e entrei no nível intermediário direto após uma pequena avaliação. Está sendo complicado, faz tempo que não estudo inglês. Consigo entender tudo o que a professora (uma argentina que não sabe falar português e só se comunica conosco falando inglês) fala e explica. O meu problema é falar, eu travo totalmente.

Eu estou estudando inglês por que eu a Cris temos planos de ir para o Canadá daqui a algum tempo. Queremos nos inscrever no programa de imigração do governo canadense e morar lá. Estou me preparando...

No final das contas, o que eu queria mesmo é fazer uma analogia, como aquelas das quais eu tanto gosto de fazer entre coisas corriqueiras e a vida espiritual.

O meu problema de dores pode ser comparado ao meu estado de comunhão com o Senhor neste momento.

As dores que eu sinto começaram a ocorrer tempos atrás, de uma forma que eu não consigo precisar bem quando ocorreu ou a sua origem, ou seja, o que causou esta dor. A minha apatia espiritual começou tempos atrás, de uma forma que eu não posso precisar bem quando começou e nem exatamente qual evento a criou.

A dor que eu sinto eu fui levando adiante, até chegar um momento que ela estava me incomodando tanto que eu tive que buscar a ajuda de um médico para me curar. Fui levando minha vida com ela o máximo que eu pude, até o momento em que não dava mais.

A minha apatia espiritual, pelo visto, vai pelo mesmo caminho. Enquanto eu conseguir caminhar com ela dentro de mim, vou levar a vida. Só no momento em que ela se tornar insuportável é que eu vou buscar a ajuda do médico dos médicos, Jesus. Seja por meio de amor renovado, de conversas com amigos crentes que possam me orientar e me apoiar, de pastores...

Não quero ser um paciente teimoso. Quero ir ao médico agora mesmo, antes que a dor seja insuportável e possa me deixar seqüelas pelo resto da vida. Quero, mas não sei se consigo fazer isso sozinho...

Sei que é estranho ver um crente dizer isso... mas estou em uma fase no mínimo estranha da minha vida justamente na área dela que é a mais importante, na que deveria ser a área global da minha existência. Será que Jesus vai me perdoar por toda esta displicência para com sua obra, para com a missão que ele me confiou, para com a fé nEle que me salvou?

Quero ser chamado de servo bom e fiel no dia da minha ida ao reino, quero agradar a Deus, quero que todo este egoísmo que eu carrego dentro de mim desapareça! Quero ser conforme o projeto original que Deus fez de mim, e não este rascunho que sou.

7 de agosto de 2005

CONFUSO


Quando eu era mais novo eu costumava me perguntar o que fazer em certas ocasiões. Hoje, para meu desespero, sei o que fazer na maior parte das vezes. O que falta é coragem de fazer.

Vivo um dilema. Sinto que estou em uma encruzilhada. Não tenho conseguido lidar muito bem com algumas coisas. Para a surpresa de algumas pessoas, isso perdura por alguns anos. Coisas que eu não aceito e pensei que poderia aceitar.

Pensei que havia mudado, mas não mudei. Pensei que eu havia conseguido enterrar certas coisas em mim. Coisas que eu achava que eram ruins, mas que, ao menos aparentemente, não são tão ruins assim.

Queria ter a capacidade de aceitar as coisas como são ou de mudá-las com minhas próprias mãos. Por que não suporto certas coisas, coisas estas que não posso mudar por mim mesmo. E assim vou prosseguindo, ficando um pouco mais impaciente a cada dia, um pouco mais irritado, um pouco mais chateado, um pouco menos esperançoso, um pouco menos disposto.

Volto a dizer: queria ter a capacidade de aceitar as coisas como são ou de mudá-las com minhas próprias mãos.

3 de agosto de 2005

... E ASSIM TERMINARAM AS MINHAS FÉRIAS DE 2005


Parece coisa de escola, quando a "tia" pedia que escrevesse-mos uma redação sobre nossas férias. Fico imaginando como seria uma redação do Calvin a respeito do tema: meus pais me trancaram no porão, mas uma marmota cavou um túnel e fugi para o reino das fadas amestradas...

Sem devaneios, vamos ao que interessa: não fiz absolutamente nada neste período de 4 semanas e dois dias. Nem mesmo aquilo que eu havia prometido a mim mesmo fiz. Contentei-me em ficar em casa de pijama o dia inteiro, vendo TV ou jogando Ragnarok. Nada mais do que navegar pela internet.

Não escrevi o que gostaria de ter escrito, mas a verdade é que não me sentia com vontade de fazê-lo. Não fiz os exercícios que planejei, nem as atividades que me programei. A bem da verdade, a única coisa marcante que ocorreu foi realizar minha colação de grau (sem nenhuma pompa, apenas assinar o livro na universidade e pegar meu histórico) e dar entrada com o pedido de registro do meu diploma.

De qualquer forma foram bons dias. Assisti às duas primeiras temporadas dos Arquivos X completas em DVD, vi filmes até de madrugada, acordava a tempo de tomar de café da manhã o meu almoço e não me deixei assumir nenhum compromisso neste período. Não me forcei a nada e acho que isso sim são férias de verdade. Mesmo que não tenha sido propriamente produtivo... mas que porcaria... quem disse que as férias são um período para ser produtivo?

Férias foram feitas para serem férias, e no sentido mais amplo deste conceito, tirei férias de tudo o que eu não queria ou sentia vontade de fazer. E às favas com aqueles que me condenam nesta ação.

12 de julho de 2005

MAN IN THE MIRROR



As férias estão muito boas. Não estou conseguindo fazer nada do que eu havia planejado, mas tudo bem: eu já sabia que isso ia acontecer.

Nas ultimas semanas tenho voltado a escutar muito Micheal Jackson. Não é segredo para ninguém o quanto gosto dele. Mas existe uma música dele que eu gosto muito e hoje eu peguei a letra.

E diante de tudo pelo que eu venho passando, meu relacionamento com Deus, e até mesmo diante deste mundo maluco, acho que nenhuma mensagem seria mais direta: Deus age em nós, mas temos que ter a vontade. Deus nos trabalha se deixarmos ele trabalhar. É preciso que notemos a necessidade de mudança e que desejemos mudar. Eu, ao menos, preciso.

MAN IN THE MIRROR
G D4/F# Em7
I'm gonna make a change,
D4/F# Csus2
for once im my life
G D4/F#
It's gonna feel real good,
Em7 D4/F#
gonna make a diference
Csus2
Gonna make it right...


G D4/F#
As I, turn up the collar on
Em D4/F#
my favorite winter coat
Csus2
This wind is blowing my mind
G D4/F#
I see the kids in the streets,
Em7
with not enought to eat
D4/F# Csus2
Who am I to be blind?
Pretending not to see their needs


Am7 Dsus4/B
A summer disregard,
Csus2
a broken bottle top
Dsus4/B
And a one man soul
Am7 Dsus4/B
They follow each other on the wind ya' know
C C/D
'Cause they got nowhere to go
That's why I want you to know

CHORUS
G Dsus4/B Csus2 C/D
I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
G Dsus4/B C C#dim
And no message could have been any clearer
C5+/D
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change

G D/F# Em D/F# C C/D
(Na na na, na na na, na na, na nah)
G D/F# Em D/F#
I've been a victim of a selfish kind of love
C
It's time that I realize
G D/F# Em D/F#
That there are some with no home, not a nickel to loan
C C/D
Could it be really me,

pretending that they're not alone?


Am7 Dsus4/B Csus2
A willow deeply scarred, somebody's broken heart
Dsus4/B
And a washed-out dream
Am7 sus4/B
They follow the pattern of the wind ya' see
Csus2
'Cause they got no place to be
C/D
That's why I'm starting with me

Chorus Repeat

G Dsus4/B Csus2 C/D
I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
G Dsus4/B C C#dim
And no message could have been any clearer
C5+/D
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make that...
G#
CHANGE!

No final das contas, mudar o mundo não depende apenas de nós. Mas se queremos mudar o mundo, é preciso mudar a nós mesmos primeiro. Mudar o homem que está diante de mim na frente do espelho... mudar por meio de Jesus.

30 de junho de 2005

A BUSCA PELO EQUILÍBRIO


As vezes eu me esqueço da função deste blog. Me esqueço que ele deve servir como uma prova do meu comprometimento com Deus (não que isso necessitasse de provas). Ele não deve ter como função der um blog legal para os outros entrarem, ler e comentarem coisas sem profundidade (como tantos blogs e flogs que eu vejo por ai). Deve servir para que aqueles que o visitem reflitam sobre suas próprias vidas e destinos. Para que reflitam sobre o seu relacionamento com Deus. Não busco ajuda dos que lêem isso. Apenas quero levar à reflexão através da minha vida e dos meus problemas, além de usar este espaço como uma válvula de escape para os meus pensamentos.

Muitas vezes eu me questiono, me preocupo, me entristeço e me cobro demais. E isso tem se tornado algo freqüente que quero deixar de lado não só aqui mas também em meu dia a dia. Sei reconhecer minhas mancadas com Deus e no quanto preciso da sua misericórdia e amor. E isso deveria ser motivo para minha alegria, descontração e felicidade.

Pensando nisso, estive toda esta semana pensando em algo bacana para fazer daqui para frente neste blog. Não abandonarei totalmente os momentos de desabafo, de reflexão, por que os julgo importantes. Mas como em tudo na vida, julgo que é necessário o equilíbrio.

Equilíbrio no pensar e no viver. Equilíbrio para andar, para se relacionar, para trabalhar, descansar e estudar. Equilíbrio para viver, enfim.

Os orientais, tão incompreendidos por nós do ocidente e ainda menos compreendidos por nós cristãos, tem o conceito do equilíbrio muito claro em seu modo de vida. Muitas pessoas já me criticaram por causa do Kung Fu, sem entender que ali buscava simplesmente o equilíbrio entre corpo e mente, o equilíbrio obtido por meio do exercício que me mantém relativamente bem comigo mesmo.

Minha sogra era uma que criticava muito isso no passado, que me acusava de prática oculta. E hoje ela está fazendo Tai-Chi, notadamente um dos estilos de kung-fu que mais buscam a questão do equilíbrio do ser humano. Nada a ver com os conceitos de equilíbrio entre o bem e o mal que muitos pensam de forma errada (nesta questão não devemos buscar o equilíbrio mas sim apenas a bondade de Jesus em nossas vidas).

Quanto as questões de energia do corpo (chi) eu tenho a minha opinião, e não vou falar delas agora. Basta saber que eu acredito sim que temos isso em nós, mas que não se trata de nada sobrenatural, e sim algo bastante natural, que sabíamos como manipular no passado (a medicina chinesa é uma prova disso) mas que, devido ao desenvolvimento da sociedade, acabamos por esquecer com o passar das gerações.

O que busco é equilíbrio para poder levar uma vida de paz e felicidade de acordo com a vontade de Deus para mim. Equilíbrio na vida para que eu possa me dedicar melhor ao Senhor Deus, equilíbrio para que eu possa ser um servo constante e que traga alegrias ao Pai. Equilíbrio para entender os planos de Deus e os meus, equilíbrio para fazer o que devo fazer diante de cada ato que eu tenha que realizar. E este equilíbrio só pode provir de Jesus.

24 de junho de 2005

O FIM DE UM CICLO

Após o primeiro momento de euforia com o fim da minha faculdade (euforia essa que vai se reforçar quando eu pagar a ultima parcela da minha dívida junto à PUCC, em setembro) eu estou começando a perceber algumas coisas.

Durante muito tempo eu depositei na conclusão da minha faculdade uma série de expectativas. Coloquei muita coisa como dependente deste evento, e agora que ele ocorreu, estou vendo que terei que enfrentar algumas coisas. Uma delas é o meu casamento.

Veja bem, não falo enfrentar como algo negativo ou que eu não queria vivenciar. Pelo contrário. Mas é neste momento que tenho que enfrentar alguns dos meus maiores medos e receios. É agora que terei que depositar sobre meus ombros o enorme peso da responsabilidade de ser o chefe de uma familia.

A primeira preocupação é, obviamente, econômica. Quem acompanha a minha vida sabe o quanto eu já lidei com o desemprego. Queira ou não, é algo ao qual estou sujeito. Até hoje, quando ocorreu, eu tinha a ajuda de meus pais. Nunca me faltou comida, nem roupa, nem amor. Passei dificuldades sim, mas nada drástico. Adquiri uma dívida com a faculdade, no pior dos casos, dívida essa que Deus está me proporcionando quitar.

Mas e quando eu estiver casado... como farei se isso ocorrer? E mais ainda, o que farei se isso ocorrer e nós tivermos filhos?

Por algum tempo eu temia apenas pelo lado econômico, mas há algum tempo tenho temido também pelo lado psicológico da questão. Terei eu constância emocional no casamento para não deixar minha esposa maluca? Terei eu amor o bastante para dar à ela? E mais... terei eu amor e paciência o bastante para os meus filhos?

Sei que em tudo isso, dependo e preciso desesperadamente de Jesus, pois só Ele poderá me sustentar (econômica e espiritualmente). E só buscando o meu objetivo neste mundo, que é me tornar cada dia mais parecido com Ele em atitudes e pensamentos, é que poderei cumprir este meu sonho de amar minha familia de acordo com a vontade de Deus, além de amar aos meus irmãos e ao próximo como a mim mesmo.

E isso, para ser sincero, tem me preocupado e abatido também (como viu, sou cheio de preocupações). A quanto tempo não tenho levado meu relacionamento com Deus à sério? Pelos meus cálculos, a quase dois anos...

Não vou entrar em detalhes. Eu e Deus bem sabemos do que eu falo. Não tenho tido forças para lutar contra minha apatia espiritual. Muitas pessoas olham para mim e dizem que sou um bom crente... mas por dentro, sei que não sou assim. Deus sabe o que vai no meu coração... e no quanto eu já pedi de forças para me transformar dia a dia.

Eu não tenho orado como gostaria, nem tenho testemunhado, adorado e louvado da uma forma que agrade à Deus. Não tenho tido interesse nas coisas de Deus e isso está me consumindo por dentro. Sinto-me como que dormente, como que perdendo um tempo precioso que não voltará.

"De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." ROMANOS 7:17-25

Me identifico com esta passagem. Mas ainda assim, luto contra o pecado. E para lutar, preciso me atirar à Deus, e me entregar totalmente à Ele. Mas na atual situação em que me encontro, que classifico como uma virtual e incômoda inércia (caso contrário não escreveria sobre ela aqui), penso que tenho um logo caminho para trilhar de volta à comunhão com Deus que tanto almejo. Comunhão, e não salvação, pois sei que essa já ganhei gratuitamente de Deus por meio da minha fé em Cristo.

Minhas férias estão logo ai. Falta exatamente uma semana para elas terem início. Tenho diversos planos para ela. Construir no quintal da minha casa um totem de treino com um tronco (para usar como saco de pancadas), correr na trilha que tem perto de casa todos os dias, arrumar minha bike dar umas voltas com ela, começar a me dedicar mais ativamente aos meus dois livros, terminar de ler Nárnia, treinar mais ativamente Kung Fu... mas eu não deveria buscar tudo isso. Eu deveria simplesmente buscar melhorar meu relacionamento com Deus e com meus irmãos em Cristo. E o primeiro passo, espero, eu conseguirei dar. Pretendo voltar a ir na igreja domingo a noite a partir destas férias.

Sinto tristeza comigo mesmo. Fico agoniado, pois sei que Deus me observa a todo instante, entristecendo-se quando faço algo errado, mas se alegrando quando me arrependo e peço-lhe perdão e ajuda. Peço perdão e ajuda uma vez mais, Senhor. Perdão por meus procedimentos tão errados e minha conduta tão equivocada com relação à verdade do seu amor. E ajuda para retomar e seguir eternamente nos teus caminhos e na sua vontade e paz.

22 de junho de 2005

NÁRNIA - POSTER OFICIAL



Taí o primeiro poster oficial lançado pela Disney para o primeiro filme de CRÔNICAS DE NÁRNIA. Sem palavras... apenas que aguardo paciêntemente até o natal de 2005 para ver o filme.

20 de junho de 2005

PRIORIDADES


As pessoas que me conhecem sabem que eu não sou muito bem humorado, mesmo que eu tenha me esforçado nos últimos tempos para ao menos não demonstrar isso.

Bem, neste final de semana não consegui ser uma pessoa muito agradável. Fui com minha noiva no acampamento das Mensageiras do Rei, das quais ela é líder.

As mensageiras são um grupo bastante conhecido dentro da igreja Batista. Tratam-se de grupamentos de meninas em certa idade (não me lembro bem qual, mas não chega a 16 anos no máximo, acho) que estudam a palavra de Deus e que se reúnem semanalmente para tal. A principio cada igreja batista deveria ter o seu grupo, mas nem todas tem.

Bom, resumindo, fui mais para tomar conta, já que elas armaram este mini-acampamento na chácara de um membro da igreja e seria perigoso elas ficarem lá sozinhas sem um homem sequer para tomar conta.

Daí, imagine minha situação, um ser bastante mal-humorado, tendo que ficar um sábado e um domingo na companhia de meninas e adolescentes gritando e fazendo bagunça até de madrugada. Estressei sim... as meninas podem até me achar um mala, mas não estou muito preocupado com isso agora. O lado bom é que pude descansar um pouco (dormi relativamente bem) e li mais um dos livros do Crônicas de Nárnia, "Viagem do Peregrino da Alvorada". Estou agora lendo "A Cadeira de Prata".

Além de tudo isso, nem comemorar minha formatura pude. Para ser sincero, o pouco que eu estava a fim de comemorar já perdi agora. Não quero mais fazer nada.

E para fechar com chave de ouro, hoje de manhã, vindo para o serviço, tomei uma chuva horrível. Fiquei ensopado, a água escorria dos meus cabelos para o meu rosto, meu casaco ficou encharcado e estou em um mal-humor imenso! Após passar um final de semana como este, sem comemorar minha formatura, e ainda por cima tomando um chuvão, hoje eu estou me sentindo péssimo, péssimo mesmo, sem humor para nada.

Sem querer arrumar desculpas, mas resolvi depois de tudo isso me fazer um agrado e resolvi que vou comprar a bendita impressora multi-funcional que eu estava querendo além da copiadora de DVD´S e do mouse ótico. A impressora pode até ser que na hora eu veja uma mais barata, afinal já tenho scanner... tudo depende do que eu ver lá na hora.

Ia guardar este dinheiro para o casamento... mas depois disso e outras coisas, optei por comprar estes equipamentos pois estava precisando. Impressora não tenho a mais de ano, mouse o meu tenho a uns 3 anos e vive dando problemas (e o ótico dura bem mais que o mecânico) e a copiadora é para eu poder gravar os meus animês, um dos únicos hobbys que tenho.

É claro que ainda fico pensando "puxa, lá se vai um fogão", mas a verdade é que se eu não comprar isso agora não vou comprar mais, e como não vou viajar nem fazer nada nas minhas férias, esta será a minha diversão em julho...

13 de junho de 2005

MICHEAL JACKSON E CONCLUSÃO DA FACULDADE

Duas notícias boas em um só dia. Aliás, uma boa e uma ótima.

A primeira e boa notícia é que o julgamento do Micheal Jackson terminou e ele foi considerado inocente de todas as acusações de pedofilia! Eu não tinha certeza se ele era culpado ou inocente, mas estava torcendo muito para que ele fosse inocentado das acusações de forma justa, gosto muito dele e de suas músicas. Pode me chamar de saudosista, mas gosto muito de Micheal Jackson e KISS, notadamente grandes ícones da música no final dos anos 70 e durante os anos 80 também.

A segunda notícia, que é ótima: este é o meu primeiro post como bacharel! Sim, acabo de pegar a nota da prova... nunca achei que ficaria tão feliz em tirar um mísero 3,5 de nota em uma prova! A nota foi ruim sim, mas de qualquer forma foi suficiente para me garantira 5,5 de média, ou seja, passei e com isso termino meu curso de Análise de Sistemas!!!

Obrigado Senhor Jesus! Tu bem sabe que eu não mereço isso, mas assim mesmo Tu me deu esta conquista em minha vida. Me ajuda Pai, me ajuda a ter mais preocupação com as Tuas coisas e não com as minhas, com o Teu reino e não com este mundo, com a Tua obra e não com a minha, pois sei que buscando a Ti primeiramente e acima de tudo, todo o resto me será acrescentado.

Me perdoa se até hoje eu não tenho agradado a Ti, se até hoje eu tenho sido cuidadoso com minha vida e com meus objetivos. Me transforma durante o tempo Pai, para que eu seja cada vez mais parecido com Jesus, que eu me livre de meus pecados, que eu seja mais amigo de meus irmãos, que eu possa constituir uma família de acordo com teus planos... destrua os medos, me faz entender que toda segurança, em todos os aspectos imagináveis, eu já tenho, e se chama Jesus.

Obrigado Senhor.

10 de junho de 2005

TURBILHÃO AMENO


Nos últimos tempos Deus tem me aberto os olhos para algumas coisas bastante evidentes, mas que eu não enxergava. A mais notável de todas: o ser humano existe para se relacionar, com Deus, com Jesus e com os demais seres humanos. No final das contas, não existem outros objetivos, ao menos não tão primários e importantes quanto este.

Sei que isso provêm de Deus, por que além de ser algo completamente defendido nas sagradas escrituras como mote máximo do cristão, tenho tido minha atenção chamada para o assunto mediante diferentes canais. Na igreja, de amigos, de pessoas que conheci e conheço. Nada é mais importante neste mundo do que se relacionar com Jesus e com as pessoas à nossa volta.

Esta semana morreu, de forma fulminante, uma antiga vizinha. Minha mãe tinha mais contato com ela, mas não eu. Na verdade, me sinto culpado e triste agora, por que eu não conseguia gostar dela. Ela fumava descontroladamente a décadas, mal tinha dinheiro para se sustentar e ficava pegando todos os cachorros da rua para cuidar (e acabava sendo uma barulheira na casa dela, além de ela ficar pedindo dinheiro para todos para comprar comida pros bichos), a filha dela, mesmo sendo crente agora, ainda possui certos tipos de comportamento e paradigmas de atitude social das quais não gosto nem um pouco. Poderia listar inúmeros motivos, mas nenhum deles é aceitável para o fato de eu nunca ter sequer esboçado interesse nesta pessoa, morando ela ao lado de minha casa desde que eu nasci.

Ela morreu e eu não sei se ela foi alcançada por Jesus ou não. Se foi, com certeza não teve nenhuma atitude minha que a ajudou nisso. Me envergonho disso tudo... mas mais do que isso, me envergonho diante da minha insensibilidade. Sempre fui da opinião de que, se eu não me envolver com a pessoa, não vou me magoar quando ela morrer, ou for embora, ou me magoar. Mas não é isso que Deus espera de mim, e estou triste comigo mesmo por esta insensibilidade da minha parte. Tenho certeza de que serei cobrado por isso no meu dia. Não haverá desculpas a serem pedidas. Não é a toa que a palavra de Deus diz que não há lugar no exército do Senhor para os tímidos. Hoje, mais do que nunca, sei o que isso significa.

Não vou ficar me martirizando, achando que eu não presto e nunca prestarei. Eu entendo como Deus age em minha vida para me levar cada vez mais a ser como Jesus. Sei que é um processo e que cada evento e experiência tem como objetivo me tocar e me transformar de alguma forma. Trabalhando com o Espírito Santo, deixando ele atuar em minha vida, eu sei que serei transformado nesta questão de insensibilidade e em todas as outras. Quero que Deus toque em todos os recantos da minha vida, esteja eu ciente de que tenho problemas naquela área ou não. Quero que Deus me tome por inteiro e não em parte.

Me conserta, Deus. Me conserta por que já vim com defeito de fábrica, um defeito chamado pecado original...

Quanto à prova, não sei como fui, mas estou esperançoso de que eu tenha tirado a nota necessária sim. Já quanto à minha dor no pé, fui a um fisiatra muito bom perto da minha casa e ele me pediu exames complementares, mas já fez um pequeno tratamento de acupuntura no local que aliviou um pouquinho a dor. Fiquei com as agulhas enfiadas na panturrilha até hoje de manhã... é incrível o que se é possível fazer com agulhas tão finas...

6 de junho de 2005

CONCLUSÃO DA FACULDADE


Estou apreensivo. Estou nervoso. Estou preocupado. Estou me sentindo despreparado... mas estou caminhando para o desafio, procurando manter minha fé em Jesus (mesmo que eu saiba que não mereça a ajuda dEle).

Sei que para muitas pessoas isso não é nenhum bicho de sete cabeças, mas a verdade é que daqui a poucas horas ocorrerá o evento pelo qual tenho esperado desde 1999 com uma boa dose de ansiedade: minha ultima prova na faculdade, o evento que me separa do tão batalhado e suado canudo.

O evento toma ares titânicos tendo em vista que basta tirar uma reles ¿nota 3¿ que eu automaticamente entrarei para o (infelizmente) pequeno grupo de pessoas que possuem diploma universitário no Brasil. Obterei a graduação de bacharel em Análise de Sistemas sim senhor... e terminarei de pagar a bendita em setembro.

O melhor de tudo é o sentimento de liberdade que eu vou sentir ao terminar esta faculdade. Desde 2000 eu já me sentia como que escravizado por ela. Não só pelo pagamento, mas também por estudar algo que não era a minha verdadeira opção, conforme fui descobrir anos depois de me matricular. Hoje vejo que teria sido muito melhor seguir algo na área de humanas. Mas as coisas sempre acontecem por algum motivo, Deus nos leva por caminhos que muitas vezes não entendemos claramente a principio, mas com o tempo, não só entendemos como aceitamos. Este é o caso... fazer algo de humanas seria melhor para mim NO MEU ponto de vista. Mas quem disse que meu ponto de vista é o correto? O de Deus sim o é...

O que importa é que, mesmo estando preocupado com essa prova, mesmo sentindo uma tremenda pressão, estou tentando ser confiante e dar o meu melhor. Não estudei ¿barbaridade¿ na ultima semana, mas acho que estudei um mínimo durante o curso para tirar a nota que preciso, já que eu sempre prestei atenção nas aulas e fiz todos os exercícios e trabalhos solicitados sem chupinhar de ninguém.

Que Deus tenha piedade de mim... essa será, se Ele assim permitir, a maior conquista secular que eu terei até então na minha pequena história. Graças à Ele, que me sustentou neste tempo, que me capacitou e que colocou pessoas no meu caminho que me proporcionassem este momento.

Seja o que o Senhor Deus quiser...

30 de maio de 2005

DILEMA LITERÁRIO



Tenho estado em um dilema que tem me ocupado a cabeça a algum tempo. Amo escrever, meu maior sonho profissional é escrever livros e ser reconhecido por isso. E estou me dedicando a uma história na qual vejo grandes possibilidades. Porém, há o dilema moral.

Eu posso escrever uma história de pura ficção, apelas literatura de entretenimento que passe alguns valores bons, ou posso escrever algo mais cristão. Porém, o que estou escrevendo atualmente, a trama, não tenho conseguido dar nenhum enfoque estritamente cristão, e a pergunta que eu tenho me feito é: devo me ocupar em escrever uma história cristã, matando muito daquilo que eu estava planejando para o livro, ou devo simplesmente abrir as portas da minha imaginação e deixar a fantasia e a ficção correrem soltas?

É uma história que envolve, não no foco principal mas sim de forma periférica, magia. E sei que a magia não é algo cristão. Não vou entrar nos méritos, eu mesmo não a considero coisa de Deus, mas ela se adequa ao estilo de ficção que estou me propondo a escrever, e dentro de um universo de fantasia a vejo de forma inocente. Mas seria correto eu escrever uma história como essa?

Estou apaixonado pela trama. Em muito tempo, é a primeira vez que consigo escrever um storyline completo, do inicio ao fim, e é a primeira vez em muito tempo que escrevo trama de suporte (história que suporta a minha história, mas que não entra necessariamente na história em questão).

O caminho que o livro tem tomado é mais voltado à fantasia, obviamente. Tenho tentado incluir elementos e valores cristãos nos personagens, mas em alguns momentos isso é muito complicado. Não sou um C.S. Lewis para fazer algo como NARNIA.

Tenho me incomodado por que não quero escrever algo que vá contra a palavra de Deus, algo que incite confusão nos leitores (e o publico alvo dessa história, crianças, é bem sucessivo a isso). Não pretendo escrever uma pregação, obviamente. Mas o meu desejo é escrever algo que possa de alguma forma contribuir positivamente para o imaginário dos leitores ao mesmo tempo em que transmita valores cristãos que, creio, são importantes até para aqueles que não acreditam em Deus, como amizade e respeito.

Quero contar uma boa história, divertida e empolgante, mas que não sirva de pedra de tropeço, pelo contrário: que seja instrumento de edificação de alguma forma.

25 de maio de 2005

REFLEXÃO SOBRE MINHA SITUAÇÃO


Muitas vezes sonho com uma vida se solitude, afastado das pessoas e, creio, de muitos problemas. Constantemente me falam que isso é errado, que Deus quer que andemos no meio das pessoas resplandecendo a luz de Jesus do mundo. Fomos criados para louvar à Deus e para nos relacionarmos com Ele e com as pessoas (amar à deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos). Mas puxa vida... como eu me sinto incapaz disso nos últimos anos. Como minha confiança no ser humano decaiu! Ainda bem, pois maldito é aquele que confia no homem. Em contra-partida, tenho buscado confiar mais em Deus.

Me lembro de momentos em que via minha fé mais inocente, é verdade, mas também mais presente. Tenho medo de ser alguém morno... mas hoje vejo que na verdade conheço mais coisas do que conhecia antes. Hoje eu sei que a fé que tenho é mais baseada, mais firme. A vida é uma batalha constante. E em uma batalha as pessoas se comportam de maneiras diferentes para sobreviver.

Passei por momentos de grande dificuldade. Passei por momentos de grande angústia e de grandes dúvidas. Mas Deus esteve presente todo o tempo, assim como estará no futuro, por que sei que outros momentos difíceis em minha vida virão, mesmo que eu deseje fortemente que eles não ocorram, e mesmo que eu deseje demais ficar refugiado em uma montanha, sei que Deus me manterá no meio do povo. Só espero que Ele permita que eu não seja influenciado, mas sim que seu seja um agente influenciador.

19 de maio de 2005

FADIGA


Minhas mãos estão humidas e pegajosas. Meu coração está batendo forte e palpitando do nada, e uma leve vontade de dormir e não acordar mais. Eu sei muito bem o que é isso por que já passei por esta situação antes. Novamente, estou ficando mal por causa do estresse.

Um relacionamento que não anda bem, somado à uma dívida financeira razoável, à outras dificuldades financeiras, ao meu constante problema espiritual, à fadiga tão comum dos finais de ano e ao corre-corre da vida profissional estão me deixando mal.

Socorro... preciso de um tempo de tudo isso, preciso de um tempo de paz... ou mais, preciso de uma vida de paz.

Tenho o mundo da minha vida em minhas mãos e não sei o que fazer com ele... as escolhas são duras e as conseqüências nebulosas. Como é duro assim mesmo tirar isso tudo das minhas mãos e entregá-las à Cristo... como é difícil lidar com tudo o que eu tenho lidado. Olho para trás e vejo como tudo o que eu aspirava ser hoje é diferente.

Não sei o que pensaria de mim mesmo se me fosse revelado naquela época o que sou hoje.

18 de maio de 2005

FALECIMENTO

Ontem a noite minha mãe me deu uma notícia que me abalou bastante. Minha antiga dentista dos tempos em que eu usava aparelho, a Cristina, morreu a uns 15 dias. Não vale a pena explicar os motivos da morte, que eu mesmo não entendi muito bem. O que vale falar é sobre ela.

A Cristina foi mais do que uma dentista. Ela foi na verdade uma terapeuta em diversos aspectos, e atuou quase que como uma psicóloga para mim. Me ajudou não só com meus dentes, mas também com minha cabeça em uma época bastante difícil da minha vida e da vida de muita gente: a adolescência. Foi uma pessoa especial da qual me lembrava e vou sempre me lembrar com bastante carinho.

Fiquei muito triste com a notícia. Ela era nova. Tinha marido e duas filhas. Espero que eles estejam bem, e que Deus possa cuidar deles e que possa confortá-los e mantê-los.

17 de maio de 2005

FIM DE SEMANA DE REFLEXÕES

Neste final de semana eu, a Cris, o Ricardo e a Bel fomos até São Paulo para vermos algumas exposições de arte e fotografia. Bem, no final das contas nosso passeio se resumiu a pegar trânsito pesado na cidade, andar de metrô, comer em um restaurante japonês na Liberdade e visitar o Conjunto Cultural da Caixa na Sé e a Pinacoteca do Estado. O que mais gostei foi da exposição de fotografias de moradores de rua viciados em Londres, tudo em tonalidade de azul.

Infelizmente não me lembro do nome do fotógrafo e nem do nome da exposição em questão (foi no Quadrilátero da Sé mesmo, da Caixa Econômica... eu tenho uma cabeça péssima para nomes). As fotos eram muito fortes e limpas, e juntamente com o histórico de cada um dos modelos, conseguia impactar sem ser agressivo ou de mal gosto. Muito pelo contrário, me levou a refletir de forma bem introspectiva sobre o assunto.

Outra mostra de fotografias no mesmo lugar tinha por objetivo traçar um paralelo entre o que achamos ideal (nossos sonhos) e a realidade em que vivemos (nossa vida real). As fotos eram todas do chão (de praia, de piscina, etc) e logo acima delas havia uma foto do céu que havia imediatamente acima daquele chão. A mostra se propunha a fazer com que as pessoas admirassem um pouco mais a realidade em que nos encontramos (já que nunca temos tempo de simplesmente contemplar o que está a nossa volta). Percebi que a mensagem da mostra era a de que o lugar em que estamos (o chão) era tão bonito quanto o lugar com o que sonhamos (o céu). O que falta para percebermos a beleza do chão é, justamente, contemplá-lo com calma.

Após isso, no domingo, assisti a um filme com meus pais que se chama "A Lenda do Pianista do Mar", de 1999, do diretor Giuseppe Tornatore, com Tim Roth no papel de 1900, um homem que nunca saiu do navio em que foi criado desde bebê, e onde se tornou um pianista de habilidade inigualável no início do século XX., nos anos anteriores à segunda guerra.

O filme é de uma poesia e beleza encantadoras. Faz a gente parar e pensar na vida, na loucura do nosso dia a dia, e na beleza que as pequenas coisas possuem. Uma das falas que mais gostei do filme é quando um passageiro da terceira classe fala para 1900 que ele havia passado a vida toda em um pequeno pedaço de terra, e que após sua mulher fugir com o padre e seus filhos todos morrerem e febre, ele resolve sair pelo mundo justamente por que uma de suas filhas havia sobrevivido e que aquilo havia lhe feito tomar uma atitude de mudar sua vida. O homem disse que um dia subiu uma colina por suas andanças e que vira algo maravilhoso e chocante: o mar.

Para 1900, que sempre viveu no mar, ele não conseguia compreender o que havia de maravilhoso naquilo, até que o homem lhe disse que pode ouvir a voz do mar naquele dia em que o contemplou pela primeira vez. "Sabe o que a voz do mar disse, como que em um grito?"disse-lhe o homem. "Ei! Você ai, que tem a cabeça cheia de merda! A VIDA É IMENSA!!!".

O homem admitiu que diante do mar compreendeu que a vida em si é tão grande, tão cheia de possibilidades, que é besteira se prender aos problemas ou à rotina, que temos que viver a vida intensamente, entendendo que podemos fazer de tudo, que somos livres para encontrarmos a verdadeira felicidade!

O final do filme é triste mas bonito. Expressa bem o que sinto as vezes, um sentimento de incapacidade de lidar com o mundo e com as pessoas, que parecem, de uma forma um tanto quanto poética, infinitos. Como 1900 disse e eu concordo, "o mundo é um piano com teclas infinitas que eu não consigo tocar, não é meu instrumento... o mundo é o piano de Deus".

Concordo com isso. Não tenho controle sequer sobre a minha própria vida. Como na história que circula na Internet sobre "a pena de Forret Gump", eu sou como a pena que flutua no ar e que é levada de um lugar ao outro pelo vento, sem ter poder nenhum para escolher para onde vai, porém entendendo que este vento é Deus, e que ele vai me soprar para o melhor lugar que tem para eu estar naquele exato momento.

9 de maio de 2005

PERDIDO

No canal AXN tem passado uma série muito legal chamada LOST. Eu mesmo não tenho este canal na minha TV a cabo, mas meu irmão tem conseguido gravar os seus episódios na casa do meu irmão mais velho ou na casa de amigos.

A série está se transformando em um dos maiores fenômenos de audiência e crítica, e com mérito. Sua trama é muito misteriosa e gira em torno de eventos muitas vezes inexplicáveis, para não dizer surreais e sobrenaturais.

Tudo começa quando um avião comercial de passageiros, saíndo da Austrália com destino aos EUA, sobre um misterioso e violentíssimo acidente (o avião se racha em 3 partes em pleno ar). Para o espanto do telespectador, 48 pessoas sobrevivem ao mortal acidente quase sem ferimentos, de forma inexplicável.

Aos poucos vamos entendendo que existe um significado (não humano) por trás daquele acidente e por trás de cada evento bizarro que vai ocorrendo com os sobreviventes (como monstros gigantes que parecem haver na mata da ilha, tetraplégicos que voltam a andar e fantasmas que aparecem para algumas pessoas).

Algumas daquelas pessoas se desesperam, outras conseguem encontrar dentro de si mesmas uma força e determinação que nunca julgaram possuir. Todos aguardam uma equipe de resgate que parece que nunca os achará, e enquanto isso, perguntam-se calados o que aquela ilha tem de especial que encanta a alguns e faz outros morrerem de medo.

Gostei demais da série. Tem um roteiro muito bem amarrado, intrigante e inteligente, e está ocupando na minha preferência o vácuo deixado por ARQUIVOS X. Mas o que mais gostei foi a analogia... sim, encontrei analogia desta série com relação à própria vida.

Muitas vezes estamos voando tranqüilamente em nossas vidas quando algo horrível e que sabemos que muitos não encarariam acontece conosco, e sobrevivemos a isso mesmo sem entender o motivo. As vezes caímos em ilhas (situações) que são completamente desconhecidas, e perante isso alguns demonstram pânico, outros medo, e alguns a encaram com uma coragem e força que julgavam não possuir. Coisas insanas e estranhas acontecem, e ficamos esperando que alguém apareça para nos salvar, mas por fim somos capazes de entender que existe um motivo para que estas coisas aconteçam conosco.

Existe sim um motivo para que tenhamos que lutar, do por que passamos por problemas, muitas vezes sérios o bastante para acreditarmos que não tem saída para ele: Deus.

Deus permite que passemos por algumas coisas muitas vezes não para nos provar, como muitos gostam de pensar. Tão pouco por que goste de nos ver sofrendo. Ele faz isso por amor. Por que a luta e a dificuldade nos fortalecem e nos ensinam muitas coisas! Nos ensinam a sermos perseverantes em alguns casos, ou fortes, ou ainda, a sermos humildes, a nos quebrantarmos. Nos ensina a pedirmos ajuda, a derrubarmos barreiras que nós mesmos colocamos em nossos corações e vidas, a compreendermos o que não compreendíamos: que dependemos uns dos outros, que sozinhos não somos nada, e que Deus nos ama e está ao nosso lado. O que ele ensina a cada um é pessoal, pois cada pessoa é diferente e cada pessoa precisa aprender algo em específico.

Não estamos perdidos como pensamos que estamos. Se conseguirmos olhar em um patamar um pouco acima de nossos problemas, de nossas lágrimas e nossas dores, aprenderemos a confiar em Jesus e assim deixaremos de sermos perdidos para sermos salvos de fato.

6 de maio de 2005

INTERPRETANDO KING-KONG


Eu nunca gostei da história do King Kong. A achava muito chata e descabida, e sinceramente não estava com a mínima vontade de ver esta nova versão que aquele "hobbit safado" do Peter Jackson fez. Mesmo eu sabendo que tecnicamente o filme não ficaria abaixo de uma classificação similar à perfeita.

A questão é que eu nunca havia entendido o verdadeiro significado da história do King Kong. Eu não entendia que King Kong não é para ser apreciado... mas sim interpretado. É uma história inteligente e poética que eu, por falta de sensibilidade e até mesmo inteligência, não entendia. Era como alguém que, ao ver um quadro, olhava só o desenho, e não a poesia e o complexo significado das linhas, cores e movimentos.

Mais do que entender, eu agora me identifico totalmente com King Kong. Não vi o novo filme ainda (nem tem como, não estreou aqui ainda), mas eu parei para refletir sobre a história e agora entendi o que ela de fato deseja transmitir.

Agora tenho certeza de que vou assistir essa nova versão e que ela provavelmente vai me agradar mais do que NARNIA. Não que NARNIA seja ruim, mas é que eu já li os livros e sei que adaptações pra ao cinema são complicadas e nunca agradam 100%.

Já King Kong não... é um ícone 100% cinematográfico que agora eu entendo que realmente merecia uma adaptação melhor do que aquela pífia feita nos anos 80.

Eu mesmo me estranho ao afirmar que me identifico demais com um gorila gigante de mais de 10 metros de altura. Mas se você não se lembra da história, assista ao filme tentando ver mais do que as cenas de computação gráfica e os efeitos especiais. Veja o filme enxergando através da interpretação dos atores e da complexidade dos cenários.

Olhe para o coração da história e você vai entender o que eu quero dizer quando digo que sou mais parecido com King Kong do que eu jamais supus. Por que King Kong não é um filme. King Kong é uma metáfora sobre a própria alma humana, e nisso reside toda a beleza que vejo agora nessa história.

5 de maio de 2005

MENOS 10

Dia memorável, dia e conquista! Sim! Medi minha massa (vulgo: me pesei) após o almoço e fico feliz em registrar que constatei que atingi o décimo quilo perdido nestes quase 3 meses de tratamento! Benditos Femproporex, Cáscara Sagrada e Glucomannam! E bendito seja Deus, que me proporcionou força de vontade e meios de conseguir isso!

2 de maio de 2005

CASAMENTO

Chegando o meio do ano (estamos em Maio) as espectativas vão ficando maiores. Em setembro termino de pagar a faculdade e mais algumas dívidas, e terei meios de começar enfim a juntar dinheiro para casar, se Deus quiser.

Acho que o tempo que eu e a Cris esperamos foi, de fato, planejado por Deus para que pudesse-mos amadurecer nosso relacionamento, nos conhecer, nos aceitar mais e, assim, termos um casamento melhor. Hoje sabemos mais aonde vamos nos meter quando nos casarmos.

Eu tinha a idéia errada de que quanto mais tempo se passasse namorando, mais estável seria o casamento, pois afinal, no namoro passamos por muitas dificuldades, por muitas provações, e mostramos um ao outro do que éramos feitos, nossas qualidades e defeitos. Pensava que desta forma estaríamos construindo um alicerce forte para a nossa vida em conjunto. Mas eu estava enganado. O tempo tem sua importância, mas não é fundamental.

Conheci casais que namoraram pouco mais de um ano antes de se casar e que se separaram pouco tempo depois, assim como conheci casai que namoraram apenas alguns meses antes de se casar e que estão juntos a mais de 30 anos (meus pais, por exemplo, mesmo aos trancos e barrancos). E já vi casais que namoraram anos a fio, passaram por muitas coisas e, após se casarem e ficarem juntos por pouco tempo, se separaram. E também tem aqueles casais que namoram anos a fio e este namoro gera um relacionamento tão forte que após o casamento eles se amam mais ainda e ficam juntos até a morte.

Qual o parâmetro então? Como saber se o meu casamento vai dar certo?

Acreditando nele, e acreditando em Jesus. Não se pode entrar em um casamento pensando em separação. Isso deve ser completamente desconsiderado, e deve-se estar disposto a uma vida difícil (sim, eu sei que vai ser difícil conviver com a Cris e ela sabe que vai ser difícil conviver comigo), mas ao mesmo tempo deve-se estar disposto a aceitar isso em nome dos bons momentos que com certeza vamos ter. Entender que as dores virão, que haverão horas que não vamos querer olhar um para a cara do outro, mas que faremos as pazes, que temos o mesmo objetivo.

Compreensão mútua, um suportando o outro (não no sentido de aturar mas sim no de ajudar), saber quando ser submisso, quando se impor, e acima de tudo, SABER CONVERSAR SOBRE TUDO ( e este tudo varia desde mágoas e raiva até orçamento e decisões do que fazer em situações de impasse).

Maturidade... sem maturidade para conversar, de ambos os lados (por que isso não pode ser unilateral se não desanda) o casamento não vai dar certo. E de onde vem esta maturidade? Vem do alvo mestre que ambos teremos que ter. E qual é este alvo? Criarmos uma familia de verdade para a alegria de Jesus, para a glória de Deus. Sermos felizes juntos, acima das dificuldades, e contar com ma graça de Deus sob nossas vidas e sob o nosso casamento.

Tenho medo, é claro. Afinal não sei cuidar sequer de mim mesmo direito, quanto mais de uma familia... mas este é o destino a que Deus definiu ao homem. O peso desta responsabilidade eu terei que carregar. Ainda bem que com a ajuda da Cris, é verdade, mas ainda assim a maior parte desse peso será meu. Mas o medo será superado, e tenho certeza de que, no tempo de Deus, eu e a Cris nos casaremos, não para nos separarmos diante de dificuldades e problemas, mas sim para que possamos enfrenta-los juntos, por mais difícil que isso seja. Nos casaremos para que, com Deus, sejamos felizes mesmo em meio a adversidades.

28 de abril de 2005

ZARD

A algum tempo atrás eu já falei do THE DARKNESS e do LUDOV, duas bandas que estavam me fazendo prestar bastante atenção à música novamente (desde o suicídio de Kurt Cobain eu não me ligava muito em música).

Que eu gosto de J-POP (música pop japonesa) não é segredo para ninguém. Mas agora tenho definida a cantora da qual eu mais gosto e que coloco como uma das artistas que eu mais gosto. O nome dela é ZARD (http://www.zardnet.com/zardthebest).

A ZARD já gravou algumas músicas conhecidas daqueles que gostam de animês (já gravou uma música maravilhosa chamada DON´T YOU SEE para a trilha de Dragon Ball GT e mais recentemente músicas para o novo filme do DETECTIVE CONAN).

Uma pena que, devido ao preconceito de muita gente aqui no Brasil, a música japonesa seja colocada de lado. Isso quer dizer que as chances de eu ver um show da ZARD algum dia são muito baixas (a não ser que eu vá ao Japão). Mas fica registrado o nome dela no meu hall de artistas preferidos.

Até agora minha música preferida dela se chama IF YOU GIMME SMILE, do disco OH MY LOVE, de 1994. Mas todas as músicas dela são boas, contando o fato de que ela toca, canta e compõe, em um estilo mais maduro e romântico do que aquele pop tecnotrônico que se está acostumado a ouvir dos lados do Japão.